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domingo, 20 de novembro de 2011

Carta de apoio do CALHIS à greve na UNIR

O Centro Acadêmico Livre de História Prof. Rômulo Garcia da Universidade Federal do Acre (CALHIS/UFAC), declara total apoio à greve dos estudantes e professores da Universidade Federal de Rondônia – UNIR, que teve início no dia 14 de setembro e já dura mais de dois meses e a todos os ocupantes da reitoria da universidade. E repúdia a ação da Polícia Federal que prendeu o Prof. Dr. Valdir Aparecido de Souza, quando o mesmo participava de atividades da greve. Também repudiamos o terrorismo que vem sendo implantado no estado de Rondônia, por parte de pessoas que querem desmobilizar a greve, ameaçando de morte e praticando atentados contra alunos e professores que estão fazendo parte do movimento grevista.
A luta por uma educação superior pública, gratuita e de qualidade tem que ser travada em todo o país, pois as políticas neoliberais do Governo Federal e de todos os Governos Estaduais vem afetando de maneira negativa todas as instituições de ensino e não podemos de maneira alguma permitir que a educação pública se torne mercado, nem que as universidades fiquem sucateadas. Ai está a enorme importância da greve e da ocupação da reitoria na UNIR. Suas lutas são as nossas.
Por tudo isso, achamos a luta dos estudantes e professores da UNIR justa e legitima, e assim apoiamos totalmente suas ações de combate às políticas direitistas de um governo que se esconde atrás da bandeira vermelha de um partido que se diz de esquerda. Um salve a todos os movimentos que realmente lutam por um ideal justo e sincero sem a hipocrisia e injustiça típicas da elite de direita.


http://comandodegreveunir.blogspot.com/2011/11/carta-de-apoio-do-calhis-da-ufac.html

sábado, 19 de novembro de 2011

Aborto

Este é um tema bastante polêmico e chega até a ser temido, a descriminalização do aborto. Por ser considerado um pecado pela maioria das religiões e um crime pela nossa legislação, as pessoas já o associam a algo imoral e pensam que a sociedade não necessita debater algo que já é criminalizado e por isso pouco se fala no assunto. Basta observar o alarde que as igrejas e outros segmentos fundamentalistas fizeram quando foi cogitada a possibilidade de se discutir o assunto no país durante essas últimas eleições. E não é bom que a sociedade tome decisões dessa forma, por meio de valores religiosos e moralistas deixando de lado a racionalidade.
Descriminalizar o aborto não significa promove-lo, significa que punir criminalmente uma mulher por tal ato não é o melhor caminho a ser seguido. A descriminalização não implica dizer que haverá uma aceitação e um incentivo da sociedade e nem que o número de abortos irá aumentar, e também não é uma desvalorização da vida, pelo contrario, pois irá poupar a vida de varias mulheres que de qualquer forma abortariam, mas que na clandestinidade correm muito mais risco de morte. E para os mais conservadores que disserem, “se forem legalizar todos os crimes que o Estado não contém o mundo tá perdido, daqui uns dias vão legalizar o homicídio, a pedofilia e assim por diante”, não é bem assim, nesse caso a descriminalização daria mais valor à vida e mais independência à mulher que seria de fato dona do seu corpo sem precisar correr risco de vida para ter esse direito, então é questão de bom senso ver que legalizá-lo é melhor que criminalizá-lo.
Um aborto clandestino feito em uma clinica custa caro, só pode ser feito por alguma família com condições financeiras razoáveis, que não será descriminada por tal ato, pois tudo é feito as escondidas, e aquelas que não têm essas condições fazem esse procedimento em casa, e assim é notório o risco que essa mulher está exposta, notório também é o preconceito de classes embutido nessa criminalização, quem pode pagar uma clinica particular aborta com tranqüilidade, quem não pode aborta correndo risco de vida, risco que não existiria caso esse serviço fosse oferecido em rede pública de saúde e seria mais barato para o Estado fazer esse aborto do que cuidar de uma pessoa que abortou em condições de risco que precisa de medicamento, leito por vários dias, às vezes até de uma unidade de tratamento intensivo.
Criminalizar o aborto promove muito mais a morte do que a vida, dar mais despesa para o país e fere um direito básico da humanidade, a liberdade. Mas infelizmente a legislação é pensada por conservadores, religiosos e hipócritas, o que acaba excluindo o bom senso e a racionalidade das decisões tomadas.


André Ferreira
Força! 

REVOLUÇÃO ACREANA: CONFLITO POR INTERESSES

INTRODUÇÃO                                                             Uilton José Lima Pinheiro*

A história da Revolução Acreana construída por alguns autores acabou tornando-se símbolo do processo de Anexação do Acre ao Brasil. Sobre este tema construiu-se, também, a história de José Plácido de Castro que é tido como principal peça, construiu-se também a idéia de uma luta por patriotismo.
A Revolução Acreana tem sido atualmente, recontada e interpretada de formas diferentes, seja pela historiografia boliviana, ou seja, pela acreana. São vários olhares sobre como se contou os fatos, sobre como têm sido contados e como poderiam ou deveriam ser contados.
Todavia, se estudado bem a fundo todo o processo, não só com fontes escritas, mas também com fontes vivas, ou seja, pessoas que tem ligação direta com os chamados “veteranos da revolução” se vê que a história se constrói bem diferente da historiografia atual, porém isso esta mudando  com a preocupação de resgatar a verdadeira história. Assim, o objetivo desta pesquisa é desconstruir essa historiografia contada pelos historiadores. Para isso, temos como objeto de estudo a Revolução Acreana.
Na metodologia do presente artigo foram utilizados textos de diversos autores que se debruçaram ao estudo sobre temas relacionados à revolução e construção da história do Acre. Além disso, foram observados depoimentos orais de pessoas que tiveram um contato com o momento histórico, com o palco dos acontecimentos.

REVOLUÇÃO ACREANA: CONFLITO POR INTERESSES
“Revolução – conjunto de acontecimentos históricos que têm lugar numa sociedade e que envolvem geralmente o país inteiro, quando parte dos insurgentes consegue tomar o poder e mudanças profundas (políticas, econômicas, sociais) se produzem na sociedade” (Dicionário HOUAISS da Língua Portuguesa)
Inegavelmente o acre pertencia à Bolívia. Na verdade essas terras nunca se configuraram brasileiras, tratados e acordos comprovam isso desde os tempos de colônia a região do que seria o futuro Acre sempre fez parte das terras espanholas assim confirmando o seu verdadeiro titular. Sendo assim ao invés de chamamos de “revolução” poderíamos chamar de “conflito por interesses econômicos”. Uma área onde se encontrava grande quantidade de látex, principal produto para a indústria pneumática. Foi ai que começou o grande problema entre duas nações, na verdade o problema era entre os que se beneficiavam (Seringalistas, Governos do Amazonas e Pará) com o lucro da “Havea Brasiliensis” e os bolivianos, pois o governo brasileiro tudo fez para deixar a região com o verdadeiro proprietário e, após alguns acordos diplomáticos, em janeiro de 1899 a Bolívia constrói um posto aduaneiro em Puerto Alonso, Lugar estratégico por onde trafegavam boa parte das embarcações. A aduana boliviana cobrava impostos de até 40% do valor do produto. Não havendo como repassar esse aumento às casas exportadoras, uma vez que estas já preestabeleciam os preços, os seringalistas tiveram que arcar com os prejuízos e os governadores com a diminuição drástica da arrecadação tributária.
A partir desse momento iniciam-se os conflitos dos interessados sobre a economia oferecida pela borracha, onde o governo do amazonas começa a financiar insurreições e, ainda, envia ao Acre expedições militares através de Plácido de Castro. Em 06 de agosto de 1902, Plácido de Castro, já com um exército formado por seringueiros, dá início a um verdadeiro conflito armado em Xapuri.
Atualmente temos a versão de um historiador Boliviano Hernán Messutti em que apresenta o tão idolatrado Plácido de Castro como mercenário, pois entrou na disputa entre Brasil e Bolívia por dinheiro, aproximadamente duzentos e cinqüenta mil contos de réis. Na historiografia de alguns autores é percebível o uso da palavra patriotismo para justificar o “Conflito Armado”, uma luta onde o povo não queria perder a sua terra, chega a ser engraçado, pois um povo, como Euclides da Cunha Diz “O seringueiro é o homem que trabalha para escravizar-se” que tinha suas raízes no nordeste, motivo algum teria para se envolver com essa “briga”, pois fosse qual fosse a administração a sua condição pouco mudaria.

CONCLUSÃO

A historiografia da revolução acreana tem sido contada de forma linear, no entanto, atualmente, essa mesma história tem sido reconstruída por autores que tem realizado novos estudos.
A partir de agora esperamos ter contribuído para um possível novo olhar sobre a “Revolução Acreana”, pois a história como estava sendo contada passou a ser contestada por quem vem realizando novas pesquisas. Além disso, um fato importante a ser mencionado é o de que a imagem que estava sendo passada de grandes heróis que estavam lutando pelo patriotismo.
A presente pesquisa não pretendeu aqui, dar conclusão ao tema aqui abordado, haja vista a Insuficiência de métodos, dados e o tempo disponível para o aprofundamento devido à esta pesquisa.

*Aluno do Bacharelado em História – UFAC e Membro Discente do Conselho Universitário (CONSU-UFAC)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Teses

Francisco Bento da Silva - Acre, a "Pátria dos Proscritos": Prisões e Desterros para as regiões do acre em 104 e 1910. Download Aqui.





segunda-feira, 30 de junho de 2008

Dissertações


Francisco Bento da Silva - As Raízes do Autoritarismo no Executivo Acreano - 1921/1964. Download Aqui.